terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Arroz e feijão?





Pra que arroz e feijão todo dia?
O costume e a rotina nos leva a fazer as mesmas coisas, seguir os mesmos caminhos
O medo de mudar e errar é visível.
Com o tempo tudo fica mais complicado é a tal da responsabilidade.
Com as conquistas o ego fica aprumado
Mas aí vem aquela palavra “decepção”
Medo de decepcionar, de fazer aquilo que não estava previsto
Angustia de já está seguindo um roteiro, quando derrepente o que realmente você quer é mudar o rumo das velas.
Muita calma e paciência
Segurança também é importante.
Ir pra outra cidade, mudar seu estado civil, mudar de emprego, mudar de casa, mudar de estilo, mudar...tudo é assim, mudança...
As pessoas esperam de mais de você, inclusive a de você permanecer igual, hoje em dia cobrar é a coisa mais fácil do mundo, reclamar então...nem se fale.
Mas a questão é: Arroz e feijão? Ou fazer um espaguete?
O ser humano por natureza tem o instinto de evolução, por natureza é capaz de aprender e se adaptar a qualquer situação. É natural, mas não estou falando que é simples, é natural e pra isso precisa de tempo, de escolha...mas volto a repetir, é natural.
A capacidade é trabalhada, a vontade de mudar e fazer um pouco melhor, um pouco fora da rotina é possível. Aí tem gente que fala: “Mas o arroz com feijão funciona, satisfaz né ?!”
A resposta pra isso é fácil. Satisfaz sim, funciona sim, mas é bem melhor surpreender, ter aquela sensação boa de algo mais gostoso, mas prazeroso e que te trás felicidade...
Então mudar o roteiro geralmente é bom.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Quais são os seus Valores?



Não faço questão de muita coisa nessa vida.
Tem sempre alguém tentando te dizer que tal coisa é essencial pra você
Que você não pode viver sem tal coisa e por aí vai.
E com o tempo de certa maneira você acaba agregando coisas e valores que nem sempre
São tão importantes, que nem sempre vão fazer diferença no final das contas.
Ok, aceitar e agregar novas coisas na sua vida pode até ser legal, você aprende.
Você muda, expande o seus horizontes, isso é bacana.
Mas quando os valores mudam totalmente, quando você começa a substituir o que realmente é essencial.
Leio vários artigos e textos sobre consumo, novas tendências, mudança de opinião, mudança no comportamento do ser humano e etc.
E o que realmente você quer? Somos impostos a gostar e consumir no fim, somos ensinados a ter ganância na vida, querer o melhor e agora quanto mais personalizado e exclusivo melhor você é.
É um caminho estreito isso, achar o equilíbrio não é fácil, novos produtos, novas funções, pessoas, marcas, contas na internet, novas formas de relacionamento, tudo um pouco efêmero demais.
Futilidade até.
Não é rebeldia falar sobre isso dessa forma, nem remar contra a maré, mas olhar um pouco mais friamente sobre algo que se torna rotineiro. Dizer um "bom dia" frio, uma sms para resolver algo que seria muito melhor pessoalmente, uma conversa no facebook que poderia ser substituída por um bate-papo descontraído no fim da tarde num cafeteria.
Assim as relações se tornam singelas demais, menos profundas, relações que se por acaso você ficar uma semana sem falar com a pessoa, quando a rever já é um completo estranho para você. 
Conforme você observa isso, você entende realmente que sua vida não está a mesma, que seus valores mudaram, sua rotina, suas relações, você presta atenção que o tempo é visto de forma diferente, que ele sempre é inimigo, que parar um pouco é perda de tempo.
Refletir sobre isso é importante, aprender a fixar suas raízes num lugar só, aprender a lidar com as mudanças mas não esquecer o que basta para você  ser feliz.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As coisas boas da vida




Se você fosse fazer uma lista de tudo que você gosta, se você fosse escalar as prioridades dos seus prazeres, o que estaria em primeiro lugar?
Falamos em curti a vida, aproveitar a vida, que a vida é curta, que só tem uma e coisa talz.
Mas quais são os verdadeiros prazeres, o que realmente te faz feliz?
Se parar um pouco para pensar o que você gostaria de deixar em “slow motion”?
Todos os dias acontecem fatos que nos fazem refletir se o amanhã não existir. Como eu vivi o meu último dia!?
Meio mórbido pensar  isso!!
Sempre penso, o que me faz feliz, no que realmente se baseia as alegrias, se realmente é aquilo ou  isso que me faz plena.O que me faz sorrir, gargalhar, sentir saudade, aquela saudade boa, gostosa de se sentir, sabe aquele momento que você lembra e sorrir, então, esse mesmo.
Cada um tem seu tempo, cada um tem seu momento, mas quanto mais cedo você descobrir suas raízes melhor você aproveita o que você é.
Não ter medo de se descobrir, não ter medo de se prender naquilo que é você, não ter medo de abandonar aquilo que você quis construir para os outros.
Sempre é bom aproveitar as coisas boas da vida. E quais são as suas?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Entrega




São coisas que passam, são coisas que vão.
E vem assim me deixando arrepiada, é o tempo, é o vento.
É o toque da mão
Suspira leve, me afaga os cabelos e diz: Estou aqui.
É um beijo que me para
É um olhar que diz: Continua!
Eu quero todo o tempo, sem pressa de viver.
São a luzes de natal que eu vejo ofuscando enquanto contemplo o abraço
É o meu querer, a vontade de ser mais feliz.
São sorrisos, são momentos.
Quero a calma que me faz sentir eterna.
Mesmo que passe, eu saboreio, delicadamente.
O brilho nos olhos, o conforto após o choro,
Gargalhadas que se vão, entregas que me fazem ser eu!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Realmente, Eu quero!




Conheci um homem, que parecia ter poucas palavras a oferecer.
Conheci há pouco tempo, mas como aquelas velhas historias de romances, parece que temos anos de convivência.
Esse homem não tem vergonha de querer se prender, não tem medo de se entregar.
Sim, buscava um alguém que o fizesse parar, parar e observar, olhar sem pensar no tempo, apenas olhar, admirar.
Seus olhos brilham e se encantam com cada gesto que ele descobre, ali, diante dos seus olhos.
Conheci debaixo de uma chuva, fina, que fazia a cidade ter um tom mais nostálgico, eu sempre sei o que falar quando conheço uma pessoa, mas nesse dia não fiz questão de saber o que falar. O jovem homem falava sem medo de ser precipitado, sem medo de parecer um menino que acabará de realizar um sonho, acabará de encontrar algo que o fascinava.
Sim, ele baixa o rosto e escuta, parece que saboreia cada palavra, quem diria eu, fiquei ali, observando  E o que ele quer? Sem mistérios ele fala, o que quer como quer, tem suas certezas, tem seu foco.
E eu curiosa, quero continuar conhecendo esse homem, que aos poucos conquista, é um sorriso desprendido, é um afago na hora certa. Sei o risco que tenho de me prender tanto como ele quer se prender. Sei que posso ficar dias e meses ouvindo os seus desejos, seus planos... E o risco que tenho? É o simples desejo de ser sim, esse desejo, esse plano, esse sonho! Pois usando as palavras desse homem... Realmente, Eu quero!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O homem que era meu pai



Ele era um homem matuto, sem muita instrução, vindo do interior no Piauí
Lembrei desse homem vendo o filme do Gonzaga, seu ídolo
Lembro que no último ano da sua vida ele acabará de comprar um DVD com o especial do Rei do Baião.
Todos os sábados eu ia visita-lo na sua taberna e lá estava ele, ouvindo o xote arrochado o Gonzagão.
Desde da infância o via com a vitrola ligada, deixando rodar um bolachão com um forró das antigas, as letras falando das tristezas e alegrias de um velho sertanejo.
Mas só no último ano de convivência com meu Pai que fui questionar o porquê do seu ídolo ser o Gonzagão. Sentada numa cadeira de macarrão verde, ficava ali escondida atrás do balcão da taberna observando meu pai contar as piadas e a história do Gonzagão, foi quando caiu a ficha.
Ele o admirava porque contava e cantava suas histórias também, havia identificação direta, o migrante, um amor perdido, a fome, o sertão, o rigor do pai.
 Assistindo o filme também lembrei de quanto era complicada a nossa relação, aquele pai que não registrou a filha, aquele pai que traiu a mãe com outra, aquele pai que achava que criar era simplesmente colocar comida na mesa, vi no Gonzaguinha um pouco da minha magoa.
Não havia briga entre eu e ele, mas havia distância, por tantas vezes passamos horas no mesmo lugar, mas sem trocar um palavra, as vezes só o pedido de benção tradicional e rotineiro.
Com o tempo descobri o quanto era difícil dizer realmente o que sentia por ele, alguns dias senti raiva, outras o admirava pela sua luta como pessoa, pois uma coisa não posso negar, ele era trabalhador, todo dia era dia de trabalhar, já foi lavrador, vendedor de pão em porta e porta, dono de taberna, aquelas só pra “bebum” mesmo, vigia e por aí vai...
Era muito orgulhosa para dizer que o amava e ele era muito orgulhoso para tentar descobri o que eu era, nunca conversamos coisas muitos pessoais, nunca perguntou qual era meu sonho, o que eu gostava... Isso era intimidade demais. Mas gostava quando ele dava aquela olhada com orgulho, quando passava de ano, quando me destacava em algo e no último ano de vida, vi que ele se orgulhou por causa do meu primeiro emprego com carteira assinada, falava para os amigos que a caçula já estava trabalhando.
Vendo filme me deu certo incomodo não ter dado um abraço de perdão, não ter tido mais maturidade e com isso me permitir falar mais de mim, mesmo sem ele perguntar, ter deixando a gente se conhecer mais. Ele me ensinou isso, como uma “última lição”, não guardar mágoas e aproveitar as pessoas permitir sempre colocar as cartas na mesa e ser feliz, porque, depois que ele se foi fiquei me questionando: Pra que toda aquela angustia, pra que o orgulho, agora ele se foi e eu não tenho mais o que mostrar o que birrar... Não ia adiantar nada.
O homem que era meu pai, foi um homem que errou, mas foi um homem que ensinou, foi um homem com o sorriso aberto, foi um homem que tentou ser um pai, tentou demonstra seu amor.  
   

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Esconde-Esconde



Eu vi ali, no fim da tarde
Bem pequeno, uma sorriso escondido
Por detrás dos arbustos
Corria, brincava, por fim se escondia
Mas sua gargalhada indicava seu esconderijo
Eu estava ali encolhida, brincava também, ofegante e com a ansiedade de ser descoberta
Sentia apenas o coração bater forte
Ouvia os passos de quem me procurava
Quando olhei para o pequeno arbusto
Vi os olhos arregalados e divertidos da minha amiga
Com o dedo indicador a frente da boca, fazia o sinal de silêncio.
Ali descobri como era o olhar de cumplicidade
Seu brilho esperto
Balancei com a cabeça, o trato feito naquele momento
Depois de contados os números enfim nos revelemos, comemorando o gosto da vitória
Era só uma brincadeira, apenas uma diversão que me ensinou a primeira lição.