sábado, 20 de agosto de 2011

Caminho

Fui por aquele caminho, querendo chegar ao fim, querendo completar, chegar imune
Não sabia o que esperar, fui tentando não errar, perfeição talvez...
Caminhei, de pés descalços.
Sem saber qual trilha seguir, cheguei ali de olhos vendados, e de repente, foi tirada a venda, e vi caminhos, apenas caminhos...
Não sabia em que acreditar, não sabia em que confiar, só estava ali, só.
Descobri que antes de tudo tinha que decidir, antes até de me determinar, tinha que escolher.
O medo veio, o receio de não saber o que fazer, era os tais desafios.
Ouvi uma voz dizer que não me preocupasse que eu poderia cometer falhas, que elas acima de tudo, servem para o aprendizado.
Disse que iria ser difícil, que apareceriam ajudas, mas também, complicações.
Falou na desistência, que era mais uma escolha... Como sempre, mais um escolha, que só dependeria de mim.  
Por todo caminho tive cautela, tive paciência, tive que respirar fundo.
Às vezes tive que ficar parada, esperar, o tempo certo...
Percebi que os caminhos que trilho são diferentes dos caminhos que vejo as outras pessoas trilharem, por alguns momentos eu as encontro, aqui e ali. 
Por isso falo do caminho hoje, que ele existe que não adianta tentar fugir do mesmo, venho falar que não há fórmulas para ser um melhor andarilho
Ainda tenho muito chão pela frente, ainda tenho muitos passos, pessoas para esbarrar nesse caminho.
E o seu caminho? Você já pensou que é o único  responsável por ele?
Trilhar, seguir...é isso que quero hoje, apenas andar, continuar...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Da janela do meu quarto



Da janela do meu quarto vi muitas coisas
Vi o medo e desespero
Vi a bagunça do mundo
As mentiras
A inveja que se espalha sem medo
As conversas sobre ganância
Vi  a vergonha de assumir seus defeitos
A dor da perda
O choro sem apoio
O silêncio, a solidão
Da janela do meu quarto vi surgi o sol
Uma bela luz que demorei a enxergar
Pois meus olhos não suportavam a claridade
Senti meu coração acelerar
Vi os sorrisos
Ouvi as conversas sobre a amizade
Senti o sopro do amor
Vi o orgulho de vencer
Vi a batalha pela vida
Vi a alegria do reencontro
Ouvi a palavra perdão.
E da janela do meu quarto fui questionada o que era amor
O que era felicidade.
Passaram os velhos tentando alertar, me ensinar
Vi o que é inocência nos olhos da criança
Passaram aqueles que escutam apenas sua própria voz
Os rapazes seguraram minha mão, fazendo promessas
Eu quis acreditar...
Descobri que a vida pode ser além da janela do meu quarto
E eu aqui, sentido o vento, o calor, continuo vendo que tenho muito a aprender.
E você, o que vê da sua janela?