domingo, 26 de junho de 2011

Pode ser um dia especial



Hoje pode ser um dia qualquer.
Um dia sem nada diferente, aquela velha rotina.
A gente busca uma coisinha aqui, outra ali para tentar rir, se distrair... Arrumar uma desculpa para ser mais alegre.
Mas há dias que é complicado fazer isso, sorrir com uma piada, aqueles programas de comédia na Tv num sábado à noite, ouvir uma música alta, aquela que você não escuta há muito tempo. E quando vejo as dificuldades, as sinto, corro atrás das minhas desculpas, dos meus refúgios de felicidade.
Eu busco um abraço, ir à casa de uma velha amiga, ouvir sua gargalhada, fazer uma comida gostosa, tomar um banho demorado, brincar com meu bichinho de estimação.
São coisas soltas, que por mais simples, você busca e ela pode transformar esse dia qualquer num dia especial. Assistir o jogo do seu time de futebol ou ver uma comédia romântica. Quando eu estou no trabalho, num fim de tarde a coisa que mais quero é deitar numa rede, me embalar e sentir o vento... Pousar o pé na terra, sentir cócegas nos pés.
E lembro que quando criança estava nessa mesma hora, num fim de tarde, assistindo um clássico dos anos 90 ou 80, comendo bolacha água e sal com suco bem gelado ou ficar debaixo da mesa brincando com minhas bonecas... Como era bom esse sabor, e eu naquela época não sabia que aquilo me faria sentir tanta saudade.
A gente acaba virando maquinas de produção por causa da rotina. Eu tento mudar nem que seja pegar ônibus numa parada diferente, ver outras pessoas, confesso que é quase uma necessidade fazer isso, mudar o almoço, experimentar ouvir outra emissora de radio ou de Tv, ler livros ou sites diferentes e isso me faz feliz. Não que eu não goste de fazer as mesmas coisas, as velhas manias, eu tenho as minhas, meus rituais.
E penso que daqui uns 10 anos, vou sentir saudade dessas coisas, dessas pequenas aventuras que me proponho fazer, e espero daqui a alguns anos esta fazendo outras coisas para transformar meu dia qualquer num dia especial.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Esta de Deprê é....


Primeiramente é chorar (buá buá buá buá....)
Se alguém pergunta como você está, você responde: Indo...(isso olhando para baixo) A pessoa por educação pergunta por quê? E você começa contar a história de amor mal sucedida... com isso você chora( buá buá buá).
Chega em casa calada, vai direto para o quarto e chora. Escuta a faixa "LOVE SONG" do rádio e fica se perguntando: "Por que comigo, por queeeeeeeee????????"
No dia seguinte acorda, se olha no espelho e percebe que o rosto está inchado e com isso você, vê que "ESTÁ" feia, mas passa o dia afirmando que você "É" feia. E com isso reclama de tudo e escolhe a roupa mais ridícula  para usar.
Depois você começa a colocar frases de auto-ajuda barata nas suas redes sociais, dando indiretas para aquele que te deu o pé na bunda, sendo que você vai exclui-lo no mesmo dia.
Você sai na rua e só vê casais lindos e felizes, isso te deixa mais deprê. Você da aquele sorriso amarelo para as pessoas durante esse dia e a noite abraça seu bichinho de pelúcia e diz: "Só você me entende!". Promete milhares de coisas para você mesma, incluindo:
- Vou pensar só em mim
- Nunca mais olha para cara dele.
- Não quero mais saber de namoro..
Se você bebe, você vai encher a cara, se não... você compra chocolate, ou alguma coisa que é seu vício. Dias depois você acha que não esta mais deprê, porém surge uma cena de novela, filme, seriado, o que for, que você se identifica e chora (buá buá buá buá)
Aí vem a parte 2 da deprê. Você se arruma, pinta, escova, alisa o cabelo( porque se o cabelo muda, tudo muda, você é uma nova mulher) e se veste muito bem, e sai pra caça, você pensa que se arranjar um "novo amor" você vai esquecer o tal carinha, mas sendo sincera isso não é verdade. Porém em alguns casos isso dá certo e a deprê acaba. Bem, se não der certo o " novo amor" você vai ficar mais deprê, então você está com um novo dilema, e fica deprê por isso " ninguém  me ama".
Se não fosse trágico seria cómico !
A melhor parte dessa deprê sentimental amorosa é que ela passa, sim, passa. Você percebe que tem outras coisas para pensar, que tem outras pessoas para conversar, ligar, visitar, se divertir e viver. Depois dos dias chatos que tudo te atrapalha e te irrita, depois da vontade de mandar certas pessoas se F****, você percebe que isso faz parte e que ninguém faz as coisas só para te vê deprê e que cada um é responsável por suas atitudes, se hoje você acha que esta tudo errado... é melhor você relaxar e esperar o tempo passar e ele vai te provar que tudo acontece do jeito certo.

 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Amor em outras palavras.


Um dia questionada diretamente o que é amor, senti um certo receio de responder  o que é, ou pelo menos o que acho ser.
Foi fácil explicar o que é o amor que sinto pela minha família, o amor fraternal, foi fácil explicar o que é o amor que tenho pelo os meus amigos e natural falar sobre o amor que tenha a minha vida.
Mas ao pensar no amor entre homem e mulher esse amor amante...aí foi complicado, dizer o que é o amor, o que é senti-lo. Pensei nos meus últimos amores e pensei naquele que ainda faz o meu coração acelerar, pensei em todas as teorias amorosas que li durante a vida, os artigos que já discuti, os filmes e peças, novelas também, comédias românticas...Pensei nos casais no qual acompanho a história, amigos e conhecidos, do início do namoro, das ficadas, das brigas, transas, traições, demonstrações de afeto, decepções.
Na hora da pergunta logo de início respondi que amor acima de tudo é tolerância e respeito. Penso que se eu consigo tolerar e respeitar o outro, mesmo tendo que engolir o meu orgulho é sim uma forma de amar. Serviu como resposta logo de imediato, mas depois essa ideia de o que é amor está rondando minha mente.
Não tive grandes relacionamentos, nem namoros longos (e por esse fato julgam que eu não saiba o que é amor, todos garantem que com a convivência nos descobrimos se amamos ou não). Apesar dessa pouca experiência sei que já amei. Não sei se há uma forma certa de amar, um jeito padronizado de demonstrar, sei apenas que existe e muda a rotina de qualquer pessoa. Infelizmente o "sofrer" existe também, de formas diferentes, pode ser a distância, o ciúme, as saídas abdicadas, a diferença de personalidades, chego a conclusão que o sacrifício e inevitável, pode ser um pequenino ou um bem grande, depende de pessoa para pessoa, o legal é que sempre vale a pena.
Também pensei se só há um amor, uma única pessoa e pelo que vejo isso é um ilusão de um velho romancista do século passado que morreu jovem e  não teve a experiência de talvez amar outra pessoa.
Acho que como humanos temos a capacidade de amar mais de uma vez, mas não é por isso que toda noite eu vou amar uma pessoa diferente(não é pra tanto). Sei da necessidade de compartilhar a vida com outra pessoa, criar sonhos, planejar, trocar carinhos, ter atenção, dar atenção, ter um colo, um beijo, alguém para sorrir junto, porém esse querer um relacionamento perfeito atrapalha muito, a idealização talvez...
Mas um coisa é certa, o amar e ser amado é a busca de todos, não é por acaso que as músicas falam de amor, as poesias, a conversa do dia a dia.
Por fim, o amor é o maior sentimento do ser humano, pois é impossível  padroniza-lo, organizar, ter uma formula perfeita, receita de como fazer, de como sentir, é tão simples e se torna totalmente complexo  de ser vivido!

  

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aos meus queridos amigos!


O que seria da minha vida sem eles?
Quando mais nova eram meus coleguinhas, com quem não conversava muito, porém brincava, corria, dava gargalhada, foi quando aprendi a dividir os brinquedos.
Depois já eram amigos, com quem comentava o episódio do desenho, com quem falava mau da professora (tia), quando recebi os apelidos. Geralmente era o primo, vizinho ou aquele que sentava do lado da carteira na escola.
Fui crescendo e esses amigos viraram meus irmãos, confidente...foi quando descobri que desabafar com alguém sempre melhora as coisas. Já vi vários textos explicando os tipos de amigos, tem os de infância, bagunceiros, festeiros, divertidos, chatos, carentes, independentes e por ai vai. E concordo temos todos os tipos de amigos e nos também somos um desses tipos para alguém.
Tenho amigos de muitos anos, alguns continuo falando quase que diariamente outros infelizmente o tempo distanciou, mas continuam importantes, outros convivi pouco tempo, porém foi suficiente para ainda ter um sentimento de amizade forte, outros são amigos surpresa, que apareceram no momento certo e para esses digo muito obrigada por já ser meus amigos apesar do pouco tempo que conheço.
Hoje com a internet tenho amigos virtuais, me divertem, dão conselhos e eu também dou uma de conselheira para essas pessoas que mau vi pessoalmente mas que já fazem parte da minha vida ativamente. E sim, também tem o "amigo da onça" e quem não teve esses maravilhosos professores, sim professores, porque nos ensinam a ser mais prudentes antes de confiar em alguém.
Posso não lembrar de tudo que vivi com meus amigos mas lembro de fatos corriqueiros que fazem toda diferença para a minha vida.
Momentos alegre e tristes, vergonhosos e outros cheio de orgulho, das conversas sem sentido algum e das conversas que me ajudaram a amadurecer. Lembro das gargalhadas sem motivo e do abraço em silêncio, da primeira vez que me permiti chorar diante de um amigo.
São frases soltas que rodeiam a minha mente, são olhares de conforto que me acalmam...
Por isso meu abraço apertado, meu pedido de desculpa e meu agradecimento sincero.
E pergunto...o que seria de mim sem amigos?