segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Esconde-Esconde



Eu vi ali, no fim da tarde
Bem pequeno, uma sorriso escondido
Por detrás dos arbustos
Corria, brincava, por fim se escondia
Mas sua gargalhada indicava seu esconderijo
Eu estava ali encolhida, brincava também, ofegante e com a ansiedade de ser descoberta
Sentia apenas o coração bater forte
Ouvia os passos de quem me procurava
Quando olhei para o pequeno arbusto
Vi os olhos arregalados e divertidos da minha amiga
Com o dedo indicador a frente da boca, fazia o sinal de silêncio.
Ali descobri como era o olhar de cumplicidade
Seu brilho esperto
Balancei com a cabeça, o trato feito naquele momento
Depois de contados os números enfim nos revelemos, comemorando o gosto da vitória
Era só uma brincadeira, apenas uma diversão que me ensinou a primeira lição.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Montando o quebra-cabeça




Parece que falta uma peça nesse meu quebra-cabeça, essa melancolia que vem e me faz sentir falta, incompleta.
Reflito sobre o que falta fazer, o que posso melhorar, como posso aproveitar melhor o precioso tempo. Será que estou me preocupando demais?
Escuto que tenho que aproveitar a vida... E estou aproveitando?
Às vezes penso que posso fazer mais, que posso ser melhor em algumas coisas, parece que nunca é o suficiente.
Não falo de felicidade, falo da vida em geral...
Nessas minhas buscas percebo, observando outras pessoas, que tão pouco fiz.
O tempo vai passando, as pessoas vão, e a gente vai ficando, principalmente com a saudade, esse sentimento que poderia ter aproveitado mais essas pessoas que se foram.
AÍ me vem à mente a questão que tudo tem seu tempo, penso nessa frase como se uma voz masculina e de timbre bem grave falasse ao meu ouvido: “TUDO TEM SEU TEMPO!”
E sim, tem seu tempo, porém é a gente perceber que está no tempo certo, e com o passar dos anos vejo que não é uma insegurança exclusiva da juventude, percebo que muita gente com mais idade ou experiência tem essa insegurança também, a diferença e que com o tempo a gente aprende a lidar com esses sentimentos, não é tanta novidade as inseguranças, os medos, a dor, a decepção, a paixão e etc...
O tempo, com sua singela gentileza, vai amadurecendo os sentimentos.
Tem pessoas que me dizem que pareço uma anciã, apesar da juventude, falo como se já tivesse vivido muito, porém isso é só uma impressão mesmo, apenas tenho uma memória curiosa, lembro de fatos que ocorreram quando era muito nova e tive experiências que, simplesmente, me deixaram experientes em certos aspectos.
Mas no fundo, as inseguranças e medos continuam, e continuaram, lógico que com diferentes formas.
E essa falta, será que continua? Li certa vez que a melancolia faz bem, pois deixa a pessoa inquieta, sempre buscando inovar, criar novos caminhos, viver novas experiências, e desde que li isso tento encarar dessa forma, entender que essa falta é importante para o crescimento.
Parece que quando não existe mais esse sentimento, não há mais sentido em viver, se não há mais busca, o que sobra é ficar parado vendo a vida passar.