segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quando as coisas esquentam



Tudo começou pelo olhar, ele a observava, admirando e deslizando o olhar pelo seu corpo, ela já sabia o quanto o desejava. São apenas olhares, são apenas toques, apenas beijos.
Naquele dia, não era só seus lábios úmidos que o tocavam, não era só a saliva que tinha um gosto mais doce.
A pele dela estava mais quente, os cabelos mais sedosos e os seu olhar estavam mais profundo, ele diria até mais enigmático.
As mãos dele tremulas, ahhh... Não tinha como esconder, euforia e nervosismo, ansiedade quem sabe!
Compassados os dois, pouco a pouco se deixaram descobrir, pouco a pouco iam revelando um novo suspiro, um novo cuidado, uma entrega, um prazer.
Quando as coisas esquentam não há muito que pensar, não existem tantos medos, ali se revela realmente o que cada um quer. Muitos tratam como um jogo ou uma brincadeira, poucos tratam com um segredo revelado, poucos tratam como uma nova descoberta, uma forma de revelar sem medo o que você é.
Quando as coisas esquentam, um pouco de você fica nele, um pouco dele em você, não apenas fisicamente, mas, além disso. Pode ter sido apenas uma noite, pode ter sido várias noites, tardes e manhãs, não adianta, quando as coisas esquentam vai ficar, vai gravar, vai esta na sua vida, pode ser lembrado como um momento especial ou apenas como um momento.
Quando as coisas esquentam, sempre pode haver uma surpresa, sempre pode ter um novo limite, pode ser a primeira vez, quem sabe pode ser a última vez.
Quando as coisas esquentam não adianta saber um manual, não existem fórmulas perfeitas, não adianta tentar ser outra pessoa, não adianta tentar impressionar é uma descoberta que tem que ser feita no seu tempo. É fascinante, encanta, enfeitiça, nos leva. E porque não se deixar levar com consciência, as coisas esquentam por paixão, por atração, por amor, por desejo, isso é uma opção que tem que ser consciente.
A parti daí não é apenas um beijo, não é apenas um olhar, não é apenas um toque...
Quando as coisas esquentam o que vale mesmo é ser natural...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pobre Menina Tola



Ela o buscou, foi atrás sem pensar muito em sim mesma, ela o seguiu.
Pobre menina tola, que adormecia perdida nos sonhos com ele.
No dia seguinte ele não a olhou, ela se perguntava o porquê, olhava para sua roupa, alinhava os cabelos e ao seu ver estava bonita, porque seus olhares não se cruzaram mais uma vez.
Pobre menina tola, chorava se culpando, chorava sem saber o que fazer seu lindo rapaz não retribuirá seu carinho
Como ficaria seu futuro, dos passeios planejados delicadamente, das juras de amor eterno, como  seria viver sem admirar o sorriso dele.
Pobre menina tola dramatizava aquilo que só era um sonho.
Noutro dia lá estava ele, lindo e radiante, porém algo de diferente acontecia... Ali diante da pobre menina, ela não acreditava no que via, ele, de mãos entre dadas com outra garota, e pareciam felizes.
Pobre menina tola, raiva sentia de si mesma, por ter criado esperanças, por ter pensado mais nele do que nela. No seu quarto, sozinha relembrava aquela cena, mas porque ela? Perguntas e mais perguntas vinham a sua mente.
Naquele dia a pobre menina sofreu sua primeira decepção, nesse mesmo dia, antes de dormi, jurou que nunca mais faria a mesma coisa.
Pobre menina tola jurava aquilo que é impossível cumprir.
Passavam os dias, meses e anos, e outros sorrisos vieram para serem admirados, outros decepções aconteceram.
E você me pergunta qual moral há na história da pobre menina tola?
Nenhuma... Pois nem toda historia existe moral, são apenas para serem vividas, apenas para serem sentidas e se tratando de amores e desamores não existem muitas soluções nem formúlas a serem decoradas, mesmo quando pensamos que já somos especialista no assunto sempre vem uma surpresa. As pessoas são diferentes, as historias nunca serão as mesmas, talvez essa seja a parte ”divertida” e complicada ao mesmo tempo. O que vale que existem varias pobres meninas tolas...