quarta-feira, 23 de março de 2011

Buscando o equilíbrio!

Hoje eu acordei e não queria abrir os olhos, fiquei alguns minutos com aquela preguiça matinal.Com os olhos fechados senti uma sensação boa no coração, na minha mente vinham flashs de acontecimentos da minha vida, os sorrisos, as lágrimas ,os rostos de todos aqueles que amo, a voz de cada um o som das suas risadas.
Senti no rosto o esboço de um sorriso preguiçoso, lembrei de quando era pequena e tudo parecia tão grandioso, imenso, das minhas brincadeiras solitárias e das brincadeiras na rua. Eu toda esmiliguida tentando ser grande, como o resto que tudo que enxergava.Tentando fazer parte daquela historia, tentando ser vista.
Hoje sou mulher, com horários, compromissos, reclamando do tempo todo o tempo, querendo de tudo mais um pouco, as vezes chata, exigente e complicada. Essa manhã eu parei um pouco, queria aproveitar o despertar, criar coragem para enfrentar mais em dia, aguentar a falta de paciência das pessoas, a ironia que se tornou popular.
Mas ao mesmo tempo me preparava para ter um novo dia, uma nova oportunidade, ter a possibilidade de ver meus amigos, abraça-los, rir sem motivo até as bochechas ficarem doloridas, tentar matar a saudade de alguns, ajudar quem está precisando, ler um bom texto, admirar o olhar da minha sobrinha, tentar proteger aqueles que precisam do meu apoio!
Dei uma olhada na minha foto quando criança, vi que meus olhos não mudam, que no fundo ainda sou a mesma menina querendo ser grande, que pode passar mais 23 anos e eu vou ter a mesma vontade de alcançar o pote de doce no alto da geladeira, que vou ficar de pontas de pés para espiar o que há depois do muro, que ainda vou ter medo das vozes rígidas e altas dos mal-humorados adultos. Que o não nunca vai ser aceito por completo, que sempre vou querer dormi um pouco mais no domingo.
Enfim nada pode me mudar completamente, mas tudo vai me moldar, ou me enfraquecendo de um lado e me fortificando em outro, sempre vou está em busca do meu equilíbrio.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Viver é ......

Viver, o que é viver para você
Uma palavra curta, porém com infinitos significados. Para alguns é viver cada momento como se fosse o último, para outros e ter liberdade. Alguns vivem ou dizem que vivem por outro, alguns falam que viver é fácil outros que é muito difícil.
Quando as pessoas falam da vida sempre há extremos, quanto mais novos mais pressa, quanto mais velho, mais calma tem.Viver pode ser um eterno mistério ou um simples soneto de quatro versos.
Sem esquecer de outras diferença, a individualidade.Vamos dizer que a vida é o tal livro, para alguns é um insulto outra pessoa escrever nesse tal livro da vida, ele prefere ele mesmo desenha cada palavra sozinho, sem interferência. Aquela frase "cuide da sua que eu cuido da minha". Mas conheço alguns que fazem questão de um 'autógrafo' no seu livro, faz questão de ver que alguém está lá registrado.
Mas uma coisa é certa, viver é bom para maioria, independente da relação que a pessoa tem com a vida, pois o medo de morrer é da grande maioria.Viver é um presente, viver é um carma, viver é respirar, viver é complicado, viver é amar, viver é ter fé, viver é...
Acho injusto tentar colocar só um adjetivo para viver. É a subjetividade que a psicologia coloca para tentar explicar a diferença entres os seres humanos. Não sei qual é o segredo para viver bem, viver com mais qualidade, ou aproveitar até a última gota. Nas conversas  que tenho com as pessoas penso que viver é estar bem consigo, bem com suas escolhas, independente de que escolhas são essas, porquê ninguém melhor  do que você mesmo para saber qual melhor atitude será tomada, mesmo que seja "errada" cedo ou tarde você ira descobrir onde você errou e nada impede a mudança. Pelo menos vejo isso, viver é totalmente maleável, mutável, como o tal rio da vida, ele sempre corre para o mar , esse rio pode se afunilar, ficar fundo ou raso, depois pode alargar ou ficar bem devagar , assim ele vai indo sem ter que parar!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aqui sou cabocla



Quando vim para essa terra tive medo
Medo de não ter o sossego que eu tinha
Cheguei menina, inocente.
Olhos arregalados deslumbrada com o verde.
Nessa cidade as lonas coloridas faziam um arco-íris
Por cima das pessoas agitadas, apressadas.
Eu ouvi o barulho do barco, distante ele ia 
Rumo ao fim do rio.
A cor da pupunha, os peixes de todo tipo tinha.
senti o sabor da tucumã, o perfume do cupuaçu.
O calor, esse me rodeia, não só o do sol,
O calor das pessoas, com sorriso largo, olhos espremidos e negros.
Nessa terra vim crescer, vim fazer.
Descobri que  aqui sou cabocla
Dois pra cá, dois pra la é o meu ritmo
Bumba meu boi, virou meu boi bumba.
O biju virou a minha tapioca
A velha jussara agora e açaí
Chuva aqui não falta!
Hoje o chiado arrastado já e meu sotaque
Sei que a Paris dos trópicos já faz parte de mim
O Rio negro me banhou e me fez manauara orgulhosa.