Hoje pode ser um dia qualquer.
Um dia sem nada diferente, aquela velha rotina.
A gente busca uma coisinha aqui, outra ali para tentar rir, se distrair... Arrumar uma desculpa para ser mais alegre.
Mas há dias que é complicado fazer isso, sorrir com uma piada, aqueles programas de comédia na Tv num sábado à noite, ouvir uma música alta, aquela que você não escuta há muito tempo. E quando vejo as dificuldades, as sinto, corro atrás das minhas desculpas, dos meus refúgios de felicidade.
Eu busco um abraço, ir à casa de uma velha amiga, ouvir sua gargalhada, fazer uma comida gostosa, tomar um banho demorado, brincar com meu bichinho de estimação.
São coisas soltas, que por mais simples, você busca e ela pode transformar esse dia qualquer num dia especial. Assistir o jogo do seu time de futebol ou ver uma comédia romântica. Quando eu estou no trabalho, num fim de tarde a coisa que mais quero é deitar numa rede, me embalar e sentir o vento... Pousar o pé na terra, sentir cócegas nos pés.
E lembro que quando criança estava nessa mesma hora, num fim de tarde, assistindo um clássico dos anos 90 ou 80, comendo bolacha água e sal com suco bem gelado ou ficar debaixo da mesa brincando com minhas bonecas... Como era bom esse sabor, e eu naquela época não sabia que aquilo me faria sentir tanta saudade.
A gente acaba virando maquinas de produção por causa da rotina. Eu tento mudar nem que seja pegar ônibus numa parada diferente, ver outras pessoas, confesso que é quase uma necessidade fazer isso, mudar o almoço, experimentar ouvir outra emissora de radio ou de Tv, ler livros ou sites diferentes e isso me faz feliz. Não que eu não goste de fazer as mesmas coisas, as velhas manias, eu tenho as minhas, meus rituais.
E penso que daqui uns 10 anos, vou sentir saudade dessas coisas, dessas pequenas aventuras que me proponho fazer, e espero daqui a alguns anos esta fazendo outras coisas para transformar meu dia qualquer num dia especial.

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