Conheci um homem, que parecia ter poucas
palavras a oferecer.
Conheci há pouco tempo, mas como aquelas
velhas historias de romances, parece que temos anos de convivência.
Esse homem não tem vergonha de querer se
prender, não tem medo de se entregar.
Sim, buscava um alguém que o fizesse
parar, parar e observar, olhar sem pensar no tempo, apenas olhar, admirar.
Seus olhos brilham e se encantam com cada
gesto que ele descobre, ali, diante dos seus olhos.
Conheci debaixo de uma chuva, fina, que
fazia a cidade ter um tom mais nostálgico, eu sempre sei o que falar quando
conheço uma pessoa, mas nesse dia não fiz questão de saber o que falar. O jovem
homem falava sem medo de ser precipitado, sem medo de parecer um menino que
acabará de realizar um sonho, acabará de encontrar algo que o fascinava.
Sim, ele baixa o rosto e escuta, parece
que saboreia cada palavra, quem diria eu, fiquei ali, observando E o que ele
quer? Sem mistérios ele fala, o que quer como quer, tem suas certezas, tem seu
foco.
E eu curiosa, quero continuar conhecendo
esse homem, que aos poucos conquista, é um sorriso desprendido, é um afago na
hora certa. Sei o risco que tenho de me prender tanto como ele quer se prender.
Sei que posso ficar dias e meses ouvindo os seus desejos, seus planos... E o
risco que tenho? É o simples desejo de ser sim, esse desejo, esse plano, esse
sonho! Pois usando as palavras desse homem... Realmente, Eu quero!

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