sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aqui e ali.


Ora , por que fazes isso comigo?
Quem te deu o direito de chegar e levar todas as certezas que eu tenho?
Perguntas e mais perguntas, me sinto feito a Alice, aquela do país das maravilhas, confusa e perdida no próprio mundo, fazendo perguntas e mais perguntas e tendo como resposta a frase da lagarta: “ Oh menina tola, porque perguntas tão tolas?”
Entro nesse mundo carregando todas as lembranças, uma bagagem com um adesivo amarelo bem grade, lá esta escrito 'vida'. Percebo que algumas coisas acabam caindo e ficam lá pelo caminho, o estranho ou engraçado é que às vezes essas coisas que caíram no caminho aparecem novamente lá na frente, são como surpresas, as vezes nem um pouco agradável.
E  como é complicado, como é confuso. Em momentos corro com tanta pressa  que nem sinto o peso dessa bagagem, em outros momentos estou lenta, quase sem coragem de dar um novo passo e a bagagem pesa, cansa, em alguns instantes o desespero vem., querendo tomar conta da situação, ele diz: “Fica aí, você não vai conseguir, nem adianta tentar”. Sorte quando isso acontece vem uns seres pequeninos e cheios de cores, seus nomes...fé, esperança., coragem...e por aí vai.
Vou e volto, tento conciliar entre a cidade sonho e a outra, chamada realidade, idas e vindas. É quando eu desejo e quando eu faço, já tentei algumas vezes ficar só  em uma delas, mas nã dá. Se  por acaso souberes como ficar só em uma me dê esse Visto, pois para mim ainda é muito distante

sexta-feira, 29 de abril de 2011

E quando tudo muda? (love...)


Eu comecei a amar naquele momento, comecei a querê-lo naquele instante. Os ponteiros simplesmente se mexeram e tudo mudou.
É, eu descobri que o coração bate forte mesmo, a garganta seca e os olhos se dilatam, para ser sincera nem prestei atenção na hora, tudo ficou confuso, até as palavras não vinham à mente.
Ele sorriu, sim ele sorriu, nem sei se foi para mim, mas o importante é que ele sorriu e me fitou. Menina boba e apaixonada me tornei naquele momento. Mas  me contive, não queria logo de cara dizer que as coisas estavam mudando. Lembro de tudo, e o que não lembro recrio na mente, seria uma falha minha daqui a vinte anos não lembrar desse dia, quando estivermos recordando o início de namoro. Eu sei que é precipitado, mas já imagino tudo daqui a vinte anos, o que posso fazer...estou apaixonada.
Mas eu estou descobrindo agora também doí o amor, o medo me atormenta, esse medo de perde-lo a qualquer momento, mesmo que ele diga que sempre vai estar ao meu lado. Medo de amanhã ele se vá, que amanhã “NÓS” não seja mais importante. Então ele me abraça ou manda um recado e esse medo foge.
Poderia ficar escrevendo sobre cada detalhes dele, cada mania, seu jeito de falar, as brincadeiras e até os defeitos que tenho que tolerar, poderia recitar algumas músicas e poemas que lembram nosso sentimento a nossa história. Faria isso só para mante-lo mais e mais no pensamento, mas no fundo eu sei que não preciso, no fundo eu sei que não adianta disfarçar, ele já está em mim, na minha vida. Fazer o quê...? Desde daquele momento tudo mudou.  

quinta-feira, 21 de abril de 2011

São aqueles detalhes.

foto de @natty_france

São pequenas coisas que me identificam
São os detalhes que me fazem ser completa.
É um começo de dia, no trânsito vendo os primeiros raios de sol.
É um fim de dia, fadigado, com o corpo cansado.
Pode ser a nova música que me anima, ou aquela velha canção que me remete ao passado.
É o sorriso cordial a um desconhecido.
É um abraço para um amigo, pode até ser o sabor do chocolate, aquele que fica por último na caixa.
É conversas maliciosas com as velhas amigas, o revelar pouco a pouco.
É o olhar bravo diante do desencontro que a vida insiste em colocar.
É a felicidade de poder estar com a família no domingo a noite.
É o meu ego bajulado com um elogio.
É aquela mensagem no celular de quem você menos espera.
São lembranças tolas e planejamentos simples e quase impossíveis.
O detalhe que eu busco aqui e ali é a sorte de saber abrir os olhos no momento certo.
Podia citar todos os detalhes que fazem a minha vida, mas são tantos.
Orgulho-me de poder desfrutar de cada um deles, e não canso de observar-los, isso me dá mais estimulo para viver.
Eu sei que passam as voltas e eu continuo falando e pensando no viver, mas para mim é fascinante observar e viver parece que acho mais graça, mais cor, mais sabor. Não que  não sofra, ou não tenha, às vezes, vontade de jogar tudo para o alto, ficar sem paciência para resolver as peripécias  que a vida faz. Porém com o tempo eu estou aprendendo a admirá-la e respeitá-la, simplesmente isso. Não complicar os sentimentos, entender que nem sempre é possível  equilibrar tudo, as vezes  a razão ganha da emoção e outras a emoção ganha da razão. É a cobrança que complica um pouco, viventes (não sei se existe esse termo) então, quem vive, insiste em cobrar, cobrar e cobrar, cobrar dos outros e de si mesmo, temos que entender que a vida não é um mero trabalho, uma labuta, que sempre tem que ter o resultado, uma eficiência, mas sim um percurso, cheio desses maravilhosos  detalhes.

sábado, 2 de abril de 2011

Deixar tudo para trás, será?

Se hoje eu tivesse a oportunidade de abandonar tudo, será que iria deixar tudo??
Se hoje fosse colocada a chance de esquecer tudo que vivi até hoje, dores, amizades, amores, desesperos, alegrias, pessoas... Eu ia conseguir me desprender?
Reclamamos todos os dias de muitas coisas, e se formos colocar numa balança, muita coisa mesmo. Passamos dias e sem querer anos sem perceber o que realmente nos faz feliz. Desejamos diariamente, imaginamos, idealizamos, sonhamos com o futuro. Esse futuro,  futuro tão aclamado!Tantas vezes fiz e refiz a minha história, quantos lugares fui e voltei, quantas pessoas conheci e desconheci quantos momentos eu quis viver e quando percebi, já tinha vivido mais do que imaginei, e vivi até melhores momentos que minha aguçada imaginação não conseguiu criar. E eu tola não acreditava que aquele presente era a minha vida e o passado que teria saudade e nostalgia.
É quase normal falar que o futuro será melhor, ou seja, será que o presente nunca está bem?
Pode ser radical pensar dessa forma, mas depois de tanto ouvir que o futuro será sempre melhor fico pensando se realmente agora, hoje, está ruim.
Nessas horas penso numa frase que Albert Einstein falou  “O presente não existe, ele é tão rápido que não cabe no espaço que o passado deixa para o futuro” essa citação está resumida. Mas o sentido que eu quero mostrar,  é que viver o presente pode ser tão mais complicado do que imaginamos, essas reclamações diárias acabam ficando mínimas diante da complexidade  que há nessa determinação do tempo.
São poucos os momentos que paramos e pensamos no que está acontecendo no momento por si só, essa necessidade que certos poemas citam de que se fosse possível o instante seria congelado, que o segundo tornar-se-ia horas, aquela sensação que os amantes têm quando estão com seu amado (e que sensação boa é essa!).
Penso que esse desejo poderia ser ampliado, que a vida propõe várias oportunidades de apreciação. Como o vento no rosto ou o sabor de algo que você come raramente, o olhar de quem você ama a gargalhada do amigo. È aquela velha frase que as pessoas falam que a gente só dá valor quando perde, isso poderia urgentemente ser modificado. Esse valor poderia ser mais efetivado entre as pessoas.
Por isso a indagação feita no início do texto, será que deixaria esses presentes que com o tempo fizeram meu passado ir embora, assim, como se eu não tivesse idealizado?
Isso seria uma injustiça com a vida, com os laços feitos, desfeitos e refeitos que a vida faz, seria como ler um ótimo livro e dizer que dele nada se pode tirar. Com o tempo agente aprende a viver sem muita pressa, pelo menos espero isso, é a tal da paciência que sempre falta e a ansiedade que veda nossos olhos e o medo de não viver.
Por isso antes de desejar que tudo seja jogado para o alto, que nada que passou importa é melhor pensar duas ou três vezes, não vamos desperdiçar o que já foi vivido, de uma forma ou de outra é dela que somos compostos, é o que corre na nossa alma. Vida.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Buscando o equilíbrio!

Hoje eu acordei e não queria abrir os olhos, fiquei alguns minutos com aquela preguiça matinal.Com os olhos fechados senti uma sensação boa no coração, na minha mente vinham flashs de acontecimentos da minha vida, os sorrisos, as lágrimas ,os rostos de todos aqueles que amo, a voz de cada um o som das suas risadas.
Senti no rosto o esboço de um sorriso preguiçoso, lembrei de quando era pequena e tudo parecia tão grandioso, imenso, das minhas brincadeiras solitárias e das brincadeiras na rua. Eu toda esmiliguida tentando ser grande, como o resto que tudo que enxergava.Tentando fazer parte daquela historia, tentando ser vista.
Hoje sou mulher, com horários, compromissos, reclamando do tempo todo o tempo, querendo de tudo mais um pouco, as vezes chata, exigente e complicada. Essa manhã eu parei um pouco, queria aproveitar o despertar, criar coragem para enfrentar mais em dia, aguentar a falta de paciência das pessoas, a ironia que se tornou popular.
Mas ao mesmo tempo me preparava para ter um novo dia, uma nova oportunidade, ter a possibilidade de ver meus amigos, abraça-los, rir sem motivo até as bochechas ficarem doloridas, tentar matar a saudade de alguns, ajudar quem está precisando, ler um bom texto, admirar o olhar da minha sobrinha, tentar proteger aqueles que precisam do meu apoio!
Dei uma olhada na minha foto quando criança, vi que meus olhos não mudam, que no fundo ainda sou a mesma menina querendo ser grande, que pode passar mais 23 anos e eu vou ter a mesma vontade de alcançar o pote de doce no alto da geladeira, que vou ficar de pontas de pés para espiar o que há depois do muro, que ainda vou ter medo das vozes rígidas e altas dos mal-humorados adultos. Que o não nunca vai ser aceito por completo, que sempre vou querer dormi um pouco mais no domingo.
Enfim nada pode me mudar completamente, mas tudo vai me moldar, ou me enfraquecendo de um lado e me fortificando em outro, sempre vou está em busca do meu equilíbrio.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Viver é ......

Viver, o que é viver para você
Uma palavra curta, porém com infinitos significados. Para alguns é viver cada momento como se fosse o último, para outros e ter liberdade. Alguns vivem ou dizem que vivem por outro, alguns falam que viver é fácil outros que é muito difícil.
Quando as pessoas falam da vida sempre há extremos, quanto mais novos mais pressa, quanto mais velho, mais calma tem.Viver pode ser um eterno mistério ou um simples soneto de quatro versos.
Sem esquecer de outras diferença, a individualidade.Vamos dizer que a vida é o tal livro, para alguns é um insulto outra pessoa escrever nesse tal livro da vida, ele prefere ele mesmo desenha cada palavra sozinho, sem interferência. Aquela frase "cuide da sua que eu cuido da minha". Mas conheço alguns que fazem questão de um 'autógrafo' no seu livro, faz questão de ver que alguém está lá registrado.
Mas uma coisa é certa, viver é bom para maioria, independente da relação que a pessoa tem com a vida, pois o medo de morrer é da grande maioria.Viver é um presente, viver é um carma, viver é respirar, viver é complicado, viver é amar, viver é ter fé, viver é...
Acho injusto tentar colocar só um adjetivo para viver. É a subjetividade que a psicologia coloca para tentar explicar a diferença entres os seres humanos. Não sei qual é o segredo para viver bem, viver com mais qualidade, ou aproveitar até a última gota. Nas conversas  que tenho com as pessoas penso que viver é estar bem consigo, bem com suas escolhas, independente de que escolhas são essas, porquê ninguém melhor  do que você mesmo para saber qual melhor atitude será tomada, mesmo que seja "errada" cedo ou tarde você ira descobrir onde você errou e nada impede a mudança. Pelo menos vejo isso, viver é totalmente maleável, mutável, como o tal rio da vida, ele sempre corre para o mar , esse rio pode se afunilar, ficar fundo ou raso, depois pode alargar ou ficar bem devagar , assim ele vai indo sem ter que parar!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aqui sou cabocla



Quando vim para essa terra tive medo
Medo de não ter o sossego que eu tinha
Cheguei menina, inocente.
Olhos arregalados deslumbrada com o verde.
Nessa cidade as lonas coloridas faziam um arco-íris
Por cima das pessoas agitadas, apressadas.
Eu ouvi o barulho do barco, distante ele ia 
Rumo ao fim do rio.
A cor da pupunha, os peixes de todo tipo tinha.
senti o sabor da tucumã, o perfume do cupuaçu.
O calor, esse me rodeia, não só o do sol,
O calor das pessoas, com sorriso largo, olhos espremidos e negros.
Nessa terra vim crescer, vim fazer.
Descobri que  aqui sou cabocla
Dois pra cá, dois pra la é o meu ritmo
Bumba meu boi, virou meu boi bumba.
O biju virou a minha tapioca
A velha jussara agora e açaí
Chuva aqui não falta!
Hoje o chiado arrastado já e meu sotaque
Sei que a Paris dos trópicos já faz parte de mim
O Rio negro me banhou e me fez manauara orgulhosa.