Quando vim para essa terra tive medo
Medo de não ter o sossego que eu tinha
Cheguei menina, inocente.
Olhos arregalados deslumbrada com o verde.
Nessa cidade as lonas coloridas faziam um arco-íris
Por cima das pessoas agitadas, apressadas.
Eu ouvi o barulho do barco, distante ele ia
Rumo ao fim do rio.
A cor da pupunha, os peixes de todo tipo tinha.
senti o sabor da tucumã, o perfume do cupuaçu.
O calor, esse me rodeia, não só o do sol,
O calor das pessoas, com sorriso largo, olhos espremidos e negros.
Nessa terra vim crescer, vim fazer.
Descobri que aqui sou cabocla
Dois pra cá, dois pra la é o meu ritmo
Bumba meu boi, virou meu boi bumba.
O biju virou a minha tapioca
A velha jussara agora e açaí
Chuva aqui não falta!
Hoje o chiado arrastado já e meu sotaque
Sei que a Paris dos trópicos já faz parte de mim
O Rio negro me banhou e me fez manauara orgulhosa.

Quando vim para este mundo, eu não atinava em naaada... rsrs... lindo texto, linda poesia! Como o sol poente no rio Negro! Amei! Esse "amei" ficou meio cheguei, mas tá no clima, é carnaval... ou melhor, carnaboi! Gostei muito, sério, da rocha! ;)
ResponderExcluirBrigada Victor rsrsr isso tah virando uma rasgagaçao de seda rsrsr
ResponderExcluirmas valeu eh reciproco o amei, tbm amo seus textos!