quarta-feira, 11 de julho de 2012

Jardim da vida.



Eu tenho um jardim
Que certos dias transbordam de cores
E em outros de um tom só fica.
Nesse Jardim me atrevo a jardinar, cuidar, proteger e admirar.
Nos dias de chuva tento aproveitar a água, que refresca e alegra as rosas
Nem sempre essa chuva é calma, por muitas vezes tempestades com ventos derrubam alguns galhos, felizmente os galhos mais velhos que já contribuíram para esse jardim.
Gosto nos dias de sol sentar-me em um banco para observar o meu jardim, não só com os olhos.
Sinto o aroma suave que exala a brisa leve acarinhando a relva um pouco crescida.
Todos os dias estou ali, querendo notar um novo desabrochar ou uma falha nos arbustos. Nem sempre sei o que fazer para embelezar e adornar melhor o meu jardim.
Aceito de bom agrado um conselho amigo de outro jardineiro, assim como aproveito nas minhas tentativas falhas repassar aquilo que não deu certo.
E como amo meu jardim, não é muito grande, nem tantas espécies de flores há, mas as que estão nele me fazem bem.
Descubro com o tempo que as pequenas mudanças que ocorrem nele são tão sutis que me emocionam, transforma a mim também uma simples jardineira.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Forte.




Sou forte
Sou forte, quando me calo diante da raiva.
Sou forte quando grito diante da injustiça
Quando as pernas tremem e assumo o meu medo.
Sou forte quando fecho os olhos, respiro fundo e continuo.
Sou forte depois da prece diária
Sou forte após o abraço doce de quem amo
Sou forte quando o cansaço vem e eu continuo acordada
Sou forte mesmo quando quero cair
Sou forte quando ignoro as palavras tristes e mentirosas
Minhas lágrimas caem sem vergonha de mostrar a dor, mas sou forte em me despir da vaidade.
Já coloquei armaduras para disfarçar minhas fraquezas e com o tempo descobri o quantos elas pesavam.Foi aí que me tornei forte, quando abandonei as velhas armaduras
Sou forte hoje por saber meus limites.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Solto, leve...


Solto, leve... Assim desprendido
Calmo, atento, segue ele.
Andando, sem pressa.
Aguardando sua amada.
Onde estará ela?
Na próxima esquina, na lanchonete.
E como estarão seus cabelos.
Ele, sozinho anda, numa pequena rua.
Sorrir sozinho imaginado os abraços e os beijos
Ele escreverá poemas, como um menino.
Inocente ele deseja ser amado
O amor o faz ser assim
Leve, calmo, solto.
Quem disse que ninguém o ama?
Quem diz que ele não é feliz?
É o calor do sol que o faz lembrar-se dela
São as flores que insistem em copiar o cheiro dela.
Ele já a ama, sua menina.
O olhar doce que o faz sonhar
Ele aguarda ansioso ouvi-la, sua voz, uma melodia suave que o acalenta.
Romântico, ele se permitiu ser.
E percebeu que sempre vale a pena, ser for para ser feliz.
Vale a pena ser bobo, vale a pena tentar.
E ser acabar amanhã?
Ora, sem perguntas de insegurança!
Para que? Por quê?
Leve, calmo, solto
Vá em frente e a ame-a
Somente isso.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Orando e pensando



Era noite quente como de costume na região, um clima abafado. Estávamos todos ali reunidos de mãos dadas. Eu fechei os olhos, tentando concentra-me, tentando desvincular os pensamentos. Não enxergava um só rosto, sentia minha respiração se tornar calma, branda e como num coro só todas as vozes começaram a rogar, num mesmo ritmo, numa só prece, os mesmo pedidos.
Eu só ouvia o som, as vozes misturadas, quase num transe eu orei também. Rezei pela família, rezei pelos acamados, rezei por aqueles que nem conheço. Pensei o que era aquela força, pensei na  vontade de chorar, na dor que veio do nada, nesse momento deixei meu pranto derramar sem culpa, sem vergonha.
Confesso que algumas vezes questionei e duvidei da fé, quis tornar apenas numa idéia meramente cultural. Mas quando a vida te oferece situações difíceis, não tem como fugir. Naquela noite pensei nas dores, pensei no sofrimento, pensei o quanto tenho que aprender, lembrei do carinho que veio das pessoas que menos esperava e me perguntei” será que fui grata o suficiente?”. Pensei em quanto sou frágil e fraca em alguns momentos, pensei que não custaria nada mais paciência, mas silêncio, mais perdão.
Lembrei dos erros que até hoje machucam um pouco, bateu o receio do futuro, das decisões a serem tomadas. Nesse momento em que você esta diante de si mesmo é muito difícil ser o próprio juiz é muito difícil saber que as conseqüências sempre são resultados das suas próprias decisões. É muito fácil botar a culpa em Deus ou em fulano, sempre é mais fácil ir para o caminho com mais atalhos.
Ouvi as palavras sobre caridade, união, perdão, humildade e pensei o quanto é complicado nos dias de hoje ter pelo menos uma dessas atribuições. Quando tentamos seguir por essas vertentes somos chamados de bobos, burros...Ouvimos as frases “Ser esperto”, “dar o troco”, “ser melhor”, “não sair por baixo” sendo que, quem somos para fazer isso, quem é que diz quem sai por baixo ou quem é melhor na vida.Não é fácil, mas também não é tão difícil.
No fim daquela noite me senti leve, calma, recarregada para enfrentar meus desafios diários, um sentimento de força. Assim a reflexão não é fácil, assumir seus medos e encará-los de frente e uma conquista lenta... Mas nunca é tarde para essa reflexão, nunca é tarde para abaixar a cabeça  e pedir ajuda.  

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rotina do Velho Rapaz



Mas um dia de trabalho, mas uma sequência ritmada da rotina
As mesmas pessoas o mesmo computador, as mesmas palavras para responder os mesmos corredores a percorrer.
Todos os dias as horas são acompanhadas minuciosamente. E quando o ponteiro levanta tornando tudo mais bonito, o desejo é como de um pássaro querendo voar.
O que faz todos os dias o rapaz voltar aquele lugar de tom pastel, o retorno aquele local que o aprisiona, ali sua mete fica limitada, fica impossível viajar pelos os seus sonhos malucos, ali ninguém pode sonhar, isso é perca de tempo...
O que faz o jovem sonhador se limitar?
Necessidade financeira e a primeira resposta a surgir.
Ele chega em casa e vai ler seus livros que os pais garantem ser malucos, ali no seu repouso não descansa a mente, não para as idéias, antes do sono o pegar de jeito,ele faz planos para o futuro, um carro, uma namorada bonita e engraçada que o faça rir e se sentir feliz, terminar os estudo que sempre adia, viajar mais, se vestir melhor, ter mais grana pra ir nesses lugares “da moda”.
No dia seguinte tudo igual a semana passa e o que ele mais quer é que chegue o final de semana, não porque quer ficar sem trabalho, mas porque ter dois dias sem conviver naquele ambiente e um luxo.Acorda cedo, enfrenta o trânsito quase como um Espartano, coloca os fones no ouvido e viaja nas suas músicas prediletas, dá uns cochilos quando consegue ficar sentado, ali sendo esmagado por outras pessoas.
Ele quer a cima de tudo mudar aquela rotina, parece que mesmo novo está envelhecendo, às vezes até amargo, só consegue ficar melhor encanto esta com os amigos... ahh essa rotina ele gosta de ter, sair para casa de um deles, jogar um videogame, ver um filme, come suas besteiras...São momentos que ele se sente ele mesmo é o “prazerzinho”  que ele gosta de ter, se permitir ficar solto.
Ele parou para pensar se quando ele tiver essa tão sonhada rotina ele não iria enjoar... Não, impossível. Já veio a resposta. Como posso reclamar de um sonho??
Ele tem essa mania, responder suas próprias perguntas. E ele gosta disso, se acha quase um filósofo.
É um rapaz comum, como qualquer outro tem seus sonhos, reclama das mesmas coisas, acha que tudo esta demorando demais pra passar, e nem percebe o quanto o tempo está passando rápido, o quanto já conquistou.
Um dia quando estava fazendo uma caminhada pelo parque da cidade via o quanto gostava desses momentos também, só ele, pensando em tudo. Mas sem cobranças, sem neuras, essa rotina ele gostava também, quer dizer, não era ainda uma rotina, mas daquele dia em diante se tornaria, um novo prazer para ele. E pensando bem não era tão ruim a rotina. Tá certo, pensar em voltar no outro dia para aquele quadrado que o sufocava era ruim, porém era sua vidinha, era sua história... Fazer o que né?!Rotina, rotina... Ele estava conseguindo driblar essa coisinha chata, se é rotina então  vamos quebrar-la...Como ele mesmo falava, “se é pra tocar o terror, vamo tocar”. Assim ele resolveu fazer, um dia de cada vez, seus sonhos... Nunca serão apenas sonhos, seus problemas, são seus problemas, e ele resolveu assumir e acabar, não carregar como se fosse uma Cruz...
Naquele dia ele começou a andar com a cabeça mais erguida, com um sorriso mais fácil... Para ele não era tão fácil agir assim, mas viu que valia a pena, viu que desse jeito as coisas começaram a ficar mais fácil para lidar. A lição do rapaz é que a rotina nós que montamos, depende apenas de um ponto vista!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ao leitor



Escrevo as próximas palavras especificamente para quem lê, quando só está eu e a caneta ou só eu e o teclado fico egoísta, uso as palavras como extensão do que só esta na cabeça.
Vou sem pensar muito, deixando solta a imaginação, a emoção. Escrevo, escrevo e o que mais quero é esvaziar a mente, não tenho uma penseira como o Dumbledore do famoso Harry Potter, um lugar onde posso materialmente colocar os pensamentos, mas escrever me faz bem se torna um habito, por certas vezes um vício, criei uma necessidade de escrever.
Sei que é um certo desleixo não ter uma categoria especifica na língua portuguesa, as vezes poesia,as vezes contos, crônicas... Não sei bem no que me expresso melhor, pensando melhor... Pode depender muito do tema, do que se trata a sequência de palavras, uma hora sai rima, outra não.
Nesses últimos dias parei pra pensar no leitor, não que eu tenha uma serie de leitores assíduos, acho que estou longe disso, mas pensei no leitor como um todo, eu me incluo nessa historia.
Quem escreve no fundo escreve para si mesmo, e aposto que no começo tem até vergonha de mostrar o que rabisca. Com essa ideia, pensei em quem lê, imagino que o leitor também seja um egoísta, toma para si o texto, busca se identificar,busca encontrar um parentesco nas entrelinhas, busca emoções, sensações.
Quem escreve pensa muito no depois, no momento que alguém lerá seus textos, qual será a interpretação do outro. Será que haverá uma discordância? Será atrevido?Ousado?
E se eu me revelar de mais?
As palavras são tão livres quanto os pássaros, tomam tantas formas como a água. Versos e crônicas não são fieis. Inicialmente é uma forma de comunicar, mas também é uma forma de troca, de doação, de apoio, carinho e por aí vai...
O bom para quem escreve é a retomada que há na releitura, nunca um texto e lido da mesma forma é uma metamorfose. Se observar de agora em diante notará isso. E o que muda?É o texto mesmo, ou é você?
Por isso peço um pouco de paciência ao ler, peço calma, e leia por prazer, leia porque quer descobri algo naquele texto, não tenha pressa em achar sentindo, como expliquei o texto muda, você muda. Se por acaso acompanha algum escritor ou amadores que se atrevem a escrever (como eu) entenda e perceba o ser humano que há por trás das palavras, assim como tente descobri o ser humano que há em você, essa troca que há entre o leitor e o escritor é boa, essa atitude que falei no início, egoísta, é importante, importante para quem escreve e para quem lê.
Se você lê ou escreve, não importa, mas importa a busca, você se permitir sentir novas experiências, proporcionar dar novas experiências ao outro, é como uma conversa ao pé do ouvido, íntima, descontraída, franca, reveladora.Entenda agora  a importância que há em ler, reflita as suas experiências egoístas com o livro ou com a tela do computador.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quando as coisas esquentam



Tudo começou pelo olhar, ele a observava, admirando e deslizando o olhar pelo seu corpo, ela já sabia o quanto o desejava. São apenas olhares, são apenas toques, apenas beijos.
Naquele dia, não era só seus lábios úmidos que o tocavam, não era só a saliva que tinha um gosto mais doce.
A pele dela estava mais quente, os cabelos mais sedosos e os seu olhar estavam mais profundo, ele diria até mais enigmático.
As mãos dele tremulas, ahhh... Não tinha como esconder, euforia e nervosismo, ansiedade quem sabe!
Compassados os dois, pouco a pouco se deixaram descobrir, pouco a pouco iam revelando um novo suspiro, um novo cuidado, uma entrega, um prazer.
Quando as coisas esquentam não há muito que pensar, não existem tantos medos, ali se revela realmente o que cada um quer. Muitos tratam como um jogo ou uma brincadeira, poucos tratam com um segredo revelado, poucos tratam como uma nova descoberta, uma forma de revelar sem medo o que você é.
Quando as coisas esquentam, um pouco de você fica nele, um pouco dele em você, não apenas fisicamente, mas, além disso. Pode ter sido apenas uma noite, pode ter sido várias noites, tardes e manhãs, não adianta, quando as coisas esquentam vai ficar, vai gravar, vai esta na sua vida, pode ser lembrado como um momento especial ou apenas como um momento.
Quando as coisas esquentam, sempre pode haver uma surpresa, sempre pode ter um novo limite, pode ser a primeira vez, quem sabe pode ser a última vez.
Quando as coisas esquentam não adianta saber um manual, não existem fórmulas perfeitas, não adianta tentar ser outra pessoa, não adianta tentar impressionar é uma descoberta que tem que ser feita no seu tempo. É fascinante, encanta, enfeitiça, nos leva. E porque não se deixar levar com consciência, as coisas esquentam por paixão, por atração, por amor, por desejo, isso é uma opção que tem que ser consciente.
A parti daí não é apenas um beijo, não é apenas um olhar, não é apenas um toque...
Quando as coisas esquentam o que vale mesmo é ser natural...