Escrevo as
próximas palavras especificamente para quem lê, quando só está eu e a caneta ou
só eu e o teclado fico egoísta, uso as palavras como extensão do que só esta na
cabeça.
Vou sem
pensar muito, deixando solta a imaginação, a emoção. Escrevo, escrevo e o que
mais quero é esvaziar a mente, não tenho uma penseira como o Dumbledore do famoso Harry Potter,
um lugar onde posso materialmente colocar os pensamentos, mas escrever me faz
bem se torna um habito, por certas vezes um vício, criei uma necessidade de
escrever.
Sei que é um
certo desleixo não ter uma categoria especifica na língua portuguesa, as vezes
poesia,as vezes contos, crônicas... Não sei bem no que me expresso melhor,
pensando melhor... Pode depender muito do tema, do que se trata a sequência de palavras,
uma hora sai rima, outra não.
Nesses
últimos dias parei pra pensar no leitor, não que eu tenha uma serie de leitores
assíduos, acho que estou longe disso, mas pensei no leitor como um todo, eu me
incluo nessa historia.
Quem escreve
no fundo escreve para si mesmo, e aposto que no começo tem até vergonha de
mostrar o que rabisca. Com essa ideia, pensei em quem lê, imagino que o leitor
também seja um egoísta, toma para si o texto, busca se identificar,busca
encontrar um parentesco nas entrelinhas, busca emoções, sensações.
Quem escreve
pensa muito no depois, no momento que alguém lerá seus textos, qual será a
interpretação do outro. Será que haverá uma discordância? Será atrevido?Ousado?
E se eu me
revelar de mais?
As palavras
são tão livres quanto os pássaros, tomam tantas formas como a água. Versos e
crônicas não são fieis. Inicialmente é uma forma de comunicar, mas também é uma
forma de troca, de doação, de apoio, carinho e por aí vai...
O bom para
quem escreve é a retomada que há na releitura, nunca um texto e lido da mesma
forma é uma metamorfose. Se observar de agora em diante notará isso. E o que
muda?É o texto mesmo, ou é você?
Por isso
peço um pouco de paciência ao ler, peço calma, e leia por prazer, leia porque
quer descobri algo naquele texto, não tenha pressa em achar sentindo, como
expliquei o texto muda, você muda. Se por acaso acompanha algum escritor ou
amadores que se atrevem a escrever (como eu) entenda e perceba o ser humano que
há por trás das palavras, assim como tente descobri o ser humano que há em você,
essa troca que há entre o leitor e o escritor é boa, essa atitude que falei no
início, egoísta, é importante, importante para quem escreve e para quem lê.
Se você lê
ou escreve, não importa, mas importa a busca, você se permitir sentir novas experiências,
proporcionar dar novas experiências ao outro, é como uma conversa ao pé do
ouvido, íntima, descontraída, franca, reveladora.Entenda agora a importância que há em ler, reflita as suas experiências
egoístas com o livro ou com a tela do computador.

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