quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ao leitor



Escrevo as próximas palavras especificamente para quem lê, quando só está eu e a caneta ou só eu e o teclado fico egoísta, uso as palavras como extensão do que só esta na cabeça.
Vou sem pensar muito, deixando solta a imaginação, a emoção. Escrevo, escrevo e o que mais quero é esvaziar a mente, não tenho uma penseira como o Dumbledore do famoso Harry Potter, um lugar onde posso materialmente colocar os pensamentos, mas escrever me faz bem se torna um habito, por certas vezes um vício, criei uma necessidade de escrever.
Sei que é um certo desleixo não ter uma categoria especifica na língua portuguesa, as vezes poesia,as vezes contos, crônicas... Não sei bem no que me expresso melhor, pensando melhor... Pode depender muito do tema, do que se trata a sequência de palavras, uma hora sai rima, outra não.
Nesses últimos dias parei pra pensar no leitor, não que eu tenha uma serie de leitores assíduos, acho que estou longe disso, mas pensei no leitor como um todo, eu me incluo nessa historia.
Quem escreve no fundo escreve para si mesmo, e aposto que no começo tem até vergonha de mostrar o que rabisca. Com essa ideia, pensei em quem lê, imagino que o leitor também seja um egoísta, toma para si o texto, busca se identificar,busca encontrar um parentesco nas entrelinhas, busca emoções, sensações.
Quem escreve pensa muito no depois, no momento que alguém lerá seus textos, qual será a interpretação do outro. Será que haverá uma discordância? Será atrevido?Ousado?
E se eu me revelar de mais?
As palavras são tão livres quanto os pássaros, tomam tantas formas como a água. Versos e crônicas não são fieis. Inicialmente é uma forma de comunicar, mas também é uma forma de troca, de doação, de apoio, carinho e por aí vai...
O bom para quem escreve é a retomada que há na releitura, nunca um texto e lido da mesma forma é uma metamorfose. Se observar de agora em diante notará isso. E o que muda?É o texto mesmo, ou é você?
Por isso peço um pouco de paciência ao ler, peço calma, e leia por prazer, leia porque quer descobri algo naquele texto, não tenha pressa em achar sentindo, como expliquei o texto muda, você muda. Se por acaso acompanha algum escritor ou amadores que se atrevem a escrever (como eu) entenda e perceba o ser humano que há por trás das palavras, assim como tente descobri o ser humano que há em você, essa troca que há entre o leitor e o escritor é boa, essa atitude que falei no início, egoísta, é importante, importante para quem escreve e para quem lê.
Se você lê ou escreve, não importa, mas importa a busca, você se permitir sentir novas experiências, proporcionar dar novas experiências ao outro, é como uma conversa ao pé do ouvido, íntima, descontraída, franca, reveladora.Entenda agora  a importância que há em ler, reflita as suas experiências egoístas com o livro ou com a tela do computador.

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