sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pobre Menina Tola



Ela o buscou, foi atrás sem pensar muito em sim mesma, ela o seguiu.
Pobre menina tola, que adormecia perdida nos sonhos com ele.
No dia seguinte ele não a olhou, ela se perguntava o porquê, olhava para sua roupa, alinhava os cabelos e ao seu ver estava bonita, porque seus olhares não se cruzaram mais uma vez.
Pobre menina tola, chorava se culpando, chorava sem saber o que fazer seu lindo rapaz não retribuirá seu carinho
Como ficaria seu futuro, dos passeios planejados delicadamente, das juras de amor eterno, como  seria viver sem admirar o sorriso dele.
Pobre menina tola dramatizava aquilo que só era um sonho.
Noutro dia lá estava ele, lindo e radiante, porém algo de diferente acontecia... Ali diante da pobre menina, ela não acreditava no que via, ele, de mãos entre dadas com outra garota, e pareciam felizes.
Pobre menina tola, raiva sentia de si mesma, por ter criado esperanças, por ter pensado mais nele do que nela. No seu quarto, sozinha relembrava aquela cena, mas porque ela? Perguntas e mais perguntas vinham a sua mente.
Naquele dia a pobre menina sofreu sua primeira decepção, nesse mesmo dia, antes de dormi, jurou que nunca mais faria a mesma coisa.
Pobre menina tola jurava aquilo que é impossível cumprir.
Passavam os dias, meses e anos, e outros sorrisos vieram para serem admirados, outros decepções aconteceram.
E você me pergunta qual moral há na história da pobre menina tola?
Nenhuma... Pois nem toda historia existe moral, são apenas para serem vividas, apenas para serem sentidas e se tratando de amores e desamores não existem muitas soluções nem formúlas a serem decoradas, mesmo quando pensamos que já somos especialista no assunto sempre vem uma surpresa. As pessoas são diferentes, as historias nunca serão as mesmas, talvez essa seja a parte ”divertida” e complicada ao mesmo tempo. O que vale que existem varias pobres meninas tolas...

terça-feira, 27 de março de 2012

A cada dia



A cada dia descubro uma nova alegria, um novo sorriso
Uma nova tranquilidade
A cada dia descubro um pouco mais de mim
Descubro um algo mais no outro
A cada dia é uma nova ideia, uma nova maneira de ver a vida
Um dia desses descobri que certas coisas não me interessam tanto
Que perdi a paciência com certos assuntos
E adquiri nova paciência com outras coisas
A cada dia aprendo a olhar mais acima do muro, do meu muro tão bonito que desenhei e construí com as próprias mãos, um trabalho tão lindo
Mas aprendi a ver além dele.
Sem medo de cair...sem medo de ultrapassá-lo
A cada dia percebo que não sou mais a mesma, não choro pelas mesmas coisas
Não uso tanto a mesma cor
Mostro mais eu, sem tanta insegurança
Mas mesmo assim ainda escolho com calma e sem pressa o que comer o que ler
Vou degustando o conhecimento as sensações
Brinco de decifrar as pessoas, meu quebra-cabeças maluco
A cada dia uma nova mania, um novo vício, um novo erro
A cada dia quero conquistar mais coisas
A cada dia guardo com carinho os olhares, palavras, abraços...
Um dia de cada vez, uma coisa a cada momento, nota pós nota para um bela canção se tornar.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Para Elas



Vejo o tempo passar minha amiga
Já percebeu como tanta coisa mudou entre nós
Percebeu o quanto já nos acostumamos uma com a outra
Notei certo dia, que continua fechando o olhar quando não entende algo
Vejo que teu sorriso continua leve como no primeiro dia em que nós falamos
Te confesso que releio as cartas que me mandaste, vejo a sinuância da sua letra, que a cada ano tomava uma leve forma diferente. Fico eu analisando sua caligrafia.
Da última vez que nos abraçamos senti um novo perfume, mas reconheci o conforto que ele tem, e como gosto do seu abraço, quando comemoramos ou quando nos consolamos.
Lembrei da época em que ficamos até tarde conversando, sobre a infância, sobre o futuro, sobre nossos enormes dilemas.
Como passa rápido, o estilo de roupa mudou, o cabelo, como se maquia, essas coisas que só mulher mesmo percebe.
Ah, lembrei dos desamores e amores, das paixões, das confissões de menina, do lado ingênuo que ainda temos quando nos encantamos por alguém.
Sei que, o hoje, está todo diferente do que queríamos no passado, dos sonhos que tínhamos, mas concordamos que esse hoje que a vida nos deu é bem melhor do que queríamos
Você sempre me lembra do destino, e como ele é fantástico.
Que ele nos fez estar na mesma sala, no mesmo ônibus, no mesmo bairro, e por aí adiante...
Gosto do seu jeito desatento e atento, gosto do seu jeito engraçado, gosto da sua briga com a balança, da sua timidez e da sua coragem de enfrentar você mesma, seus próprios preconceitos e se assumir sem vergonha o que você é.
Vou sempre implicar quando você não entender a piada, vou sempre tentar fazer cócegas quando menos esperar. Vou sempre te agradecer por está comigo nos momentos mais felizes, vou agradecer pelas ligações no meio da noite ou pelas mensagens no celular. E prometo que sempre vou falar quando discordar com você, e sempre vou dar puxões de orelha quando for necessário. E sim, você tem defeitos, assim como eu tenho, e tenho certeza que por causa disso que continuamos amigas, por isso confiamos uma na outra, mesmo com diferença de idade ou classe social, mesmo a vida nos colocando em rotinas diferentes e com tudo isso ainda nos mantemos fies e leais.
E como sempre falo, o importante na vida são as pessoas que estão a nossa volta e nunca é demais valorizar essas pessoas, Cada história que passamos, cada aprendizado, cada novo desafio individual, que sem auxílio de alguém que nos ama é bem mais complicado enfrentar. Por fim, o tempo passa e eu ainda tenho sorte de ter amigos e principalmente Amigas que estão ao meu lado.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Assim eu sou.



Eu gosto de ser essa mistura, gosto de ser esse extremo. Ter um ritmo e um batuque diferente.
Sou assim meio torta, meio nervosa, impaciente. E digo tenha cuidado comigo, sou filha de guerreira. Sou mulher, sou forte, sou fraca, posso gritar, posso chorar, tenho direito de ser o que eu sinto!
Meu amigo, meu companheiro, sou forte, bato no peito e digo que aguento, como disse, sou extremo, sou sensível, carente, canto meu samba triste e choro, deixo as lágrimas caírem, rezo a Deus proteção, tenho fé, faço uma prece e agradeço por mais uma luta.
Quero um abraço, sou do tipo que precisa de amigos, me chamem para próxima dança, sacolejo, não importa qual o ritmo, quero balançar, mexer os quadris e esquecer os problemas.
E se às vezes eu ficar na minha, não se preocupe, logo, logo já estou sorrindo. Minha mente não para, meu coração não para. Gosto muito mais dos sorrisos, gosto muito mais da vida, não tenho mais tempo para ficar pensando nas dores, pensando nas coisas perdidas, só tenho tempo pra seguir em frente.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Olhando a Cortina, Olhado a Vida



Ela estava lá, deitada em sua cama, sentindo a cortina tocar seu rosto, conforme o vento passava. Olhava o céu, azul e branco, branco e azul, a cada piscar uma cor, cortina e céu, céu e cortina. Ela gostava do roçar do tecido em seus lábios e cílios, ela gostava do som que o vento fazia nas folhas, e do frescor daquele fim de tarde.
Inebriada pelos pensamentos ela sonhava, cantarolava uma canção de amor antiga. E naquele dia ela se sentia feliz, sem motivo especifico apenas feliz. Pensava no tempo, lembrou de um texto que havia lido que falava o quanto ele era duro e ao mesmo tempo operava milagres, ela sabia muito bem disso, e quanto mais pensava, mais tinha certeza que o tempo era mais gentil que rude.
Lembrou dos seus sofrimentos e suas inseguranças, lembrou das dificuldades que teve e ainda tem e lidar com certos sentimentos e circunstâncias.
Percebeu que já não era uma menina, percebeu que ficavam cada vez mais raro esses seus momentos de tranquilidade, dessa sua solidão necessária até, desses seus momentos avaliativos da própria vida, nunca mais tinha dançado sozinha, nem corrido longas distâncias apenas para ficar ofegante e se divertir por isso. Pensou que não consegue mais ser tão inocente e que confiança se torna cada dia mais difícil adquirir. Nesse redemoinho de pensamentos voltou ao tempo, que só ele mesmo pode resolver essa dificuldade com a confiança, que foi ele o causador da saudade que sentia de algumas pessoas e de alguns momentos e só o tempo para afagar essa saudade e acalmar a angustia.
E naquele momento ela queria a eternidade, a eternidade da sensação de está bem, satisfeita com ela mesma. Mas no fim do que adiantaria essa eternidade pensou ela, do que adiantaria, o egoísmo de querer apenas um sentimento, uma sensação, um momento, para que vale a vida se não for as várias histórias possíveis que ela pode proporcionar.
Vale a pena sorrir pela saudade ou chorar se for o caso, vale a pena olhar para vida, sem medo do que ela vai ser, sem vergonha do que ela é e nem mágoa pela o que ela foi.