segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Minha Felicidade



A minha felicidade é leve.
Tranquila passa...
Sussurra ao ouvido, delicada, diz: “sorrir somente”.
Se fechar os olhos tenho o risco de não percebê-la
Uma criança dentro de mim ela faz despertar.
Meu rosto eu percebo que de rubor se enfeita
Gargalhada no meio da tarde, sinfonias de risos
Constelação de brilhos nos olhos
Como respirar se torna fácil!
Não é eterna essa felicidade
Leve, passa... carregada pelo tempo
Distante se vai e quando vejo nova felicidade brota
Uma teimosia que eu busco
Nasce, ressurge no meio das lágrimas algumas vezes
Em tempos acho que se esqueceu de mim
Relaxo, e me embriago com felicidade, do nada...
Chega faceira, um sorriso de canto, um olhar
E nos encontramos de novo
Parceiras, amigas, cúmplices da vida.
E rogo para sempre renascer em mim.
Minha felicidade! 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Permita-se




Permita-se sentir o frio na barriga
Sentir medo de altura
Comer doces e refrigerantes
Falar com um amigo horas pelo telefone
Correr, andar de vagar
Dormir no ônibus
Ler um pouco mais
Cochilar no meio da tarde
Ir ao um parque de diversões
Beber.....
Fazer uma dieta saudável durante uma semana
Se exercitar
Permita-se chorar, mostrar que esta triste, ficar com raiva
Questionar a vida.
Sorrir, ser feliz, abraçar um irmão
Permita-se amar, sonhar com alguém
Permita-se desejar, morder os lábios de alguém...
Errar, esquecer, ficar com preguiça.
Permita-se tentar ser melhor, acreditar
Ter fé.
Permita-se rezar, orar, ser espiritualista.
Buscar o que é novo, sem esquecer o que é essencial para você.
Permita-se Viver.

Alessandra Ribeiro

sábado, 20 de agosto de 2011

Caminho

Fui por aquele caminho, querendo chegar ao fim, querendo completar, chegar imune
Não sabia o que esperar, fui tentando não errar, perfeição talvez...
Caminhei, de pés descalços.
Sem saber qual trilha seguir, cheguei ali de olhos vendados, e de repente, foi tirada a venda, e vi caminhos, apenas caminhos...
Não sabia em que acreditar, não sabia em que confiar, só estava ali, só.
Descobri que antes de tudo tinha que decidir, antes até de me determinar, tinha que escolher.
O medo veio, o receio de não saber o que fazer, era os tais desafios.
Ouvi uma voz dizer que não me preocupasse que eu poderia cometer falhas, que elas acima de tudo, servem para o aprendizado.
Disse que iria ser difícil, que apareceriam ajudas, mas também, complicações.
Falou na desistência, que era mais uma escolha... Como sempre, mais um escolha, que só dependeria de mim.  
Por todo caminho tive cautela, tive paciência, tive que respirar fundo.
Às vezes tive que ficar parada, esperar, o tempo certo...
Percebi que os caminhos que trilho são diferentes dos caminhos que vejo as outras pessoas trilharem, por alguns momentos eu as encontro, aqui e ali. 
Por isso falo do caminho hoje, que ele existe que não adianta tentar fugir do mesmo, venho falar que não há fórmulas para ser um melhor andarilho
Ainda tenho muito chão pela frente, ainda tenho muitos passos, pessoas para esbarrar nesse caminho.
E o seu caminho? Você já pensou que é o único  responsável por ele?
Trilhar, seguir...é isso que quero hoje, apenas andar, continuar...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Da janela do meu quarto



Da janela do meu quarto vi muitas coisas
Vi o medo e desespero
Vi a bagunça do mundo
As mentiras
A inveja que se espalha sem medo
As conversas sobre ganância
Vi  a vergonha de assumir seus defeitos
A dor da perda
O choro sem apoio
O silêncio, a solidão
Da janela do meu quarto vi surgi o sol
Uma bela luz que demorei a enxergar
Pois meus olhos não suportavam a claridade
Senti meu coração acelerar
Vi os sorrisos
Ouvi as conversas sobre a amizade
Senti o sopro do amor
Vi o orgulho de vencer
Vi a batalha pela vida
Vi a alegria do reencontro
Ouvi a palavra perdão.
E da janela do meu quarto fui questionada o que era amor
O que era felicidade.
Passaram os velhos tentando alertar, me ensinar
Vi o que é inocência nos olhos da criança
Passaram aqueles que escutam apenas sua própria voz
Os rapazes seguraram minha mão, fazendo promessas
Eu quis acreditar...
Descobri que a vida pode ser além da janela do meu quarto
E eu aqui, sentido o vento, o calor, continuo vendo que tenho muito a aprender.
E você, o que vê da sua janela?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Surpresa!


Pensei nas surpresas
Ah, as surpresas!
Faz brotar um sorriso largo
Um respirar profundo
Falo das surpresas boas
Aquela que se faz igual
A um vento refrescante
No meio do calor.
Hoje não vou falar das surpresas desagradáveis
Que vem como um empurrão
E quando nos vemos estamos no chão.
Vou comemorar o coração
Pulsando mais forte
O brilho nos olhos, o frio na barriga, o choro de alegria
Ela vem como um susto
E como é boa essa surpresa da descoberta.
E me pergunto. ”Para quer saber tudo que vai acontecer?”
Quero a alegria repentina de onde eu menos espero
Os mais pessimistas vão discordar
Vão falar da tal decepção, aquela que dói.
E eu lhe digo camarada, que nunca
As decepções vão ser maiores do que as alegrias.
E se por acaso discordar disso, lamento
Pois ainda esta mal da vista.
Digo-lhe, viva tranquilamente e sem angústia e saberás
Aproveitar mais os detalhes da vida!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ao Admirador...


Através do seu olhar comecei a me ver melhor, me vi pelo outro lado do espelho. Saber que eu sou sua amada  me fez sentir feliz e estranhamente encabulada.
Você me vê tão simples e tão intensamente, minhas atitudes por mais singelas que pareça se tornam grandiosas. Por mais distante que esteja, me observa como se estivesse face a face.
Penso nele com admiração, com respeito, descubro através das entre linhas seus sentimentos, descubro que por trás das lentes há olhos carinhosos. Eu sei que estou no seu imaginário, que sou lembrada, talvez já faça parte do seu cotidiano.
Tenho medo de machuca-lo, de sem querer ser sua dor, seu sofrimento, já estive a tempos atrás no seu lugar, olhando alguém e vendo apenas sua luz.
E sei por isso como gostaria de ser tratada, eu sei que ele sabe que será difícil esse amor platónico se um amor verdadeiramente vivido.
Não sei se ele sabe, mas ele não é mais um desconhecido, um estranho, ele já é importante, sinto falta das suas palavras sempre bem feitas, ele já faz parte da minha rotina, me sinto culpada por não ser recíproca, por não oferecer  o que ele merece.
Por isso meu admirador, obrigada por me fazer sonhar, por me trazer felicidade, por me fazer sentir eu mesma.
Será eterna a minha lembrança.

domingo, 26 de junho de 2011

Pode ser um dia especial



Hoje pode ser um dia qualquer.
Um dia sem nada diferente, aquela velha rotina.
A gente busca uma coisinha aqui, outra ali para tentar rir, se distrair... Arrumar uma desculpa para ser mais alegre.
Mas há dias que é complicado fazer isso, sorrir com uma piada, aqueles programas de comédia na Tv num sábado à noite, ouvir uma música alta, aquela que você não escuta há muito tempo. E quando vejo as dificuldades, as sinto, corro atrás das minhas desculpas, dos meus refúgios de felicidade.
Eu busco um abraço, ir à casa de uma velha amiga, ouvir sua gargalhada, fazer uma comida gostosa, tomar um banho demorado, brincar com meu bichinho de estimação.
São coisas soltas, que por mais simples, você busca e ela pode transformar esse dia qualquer num dia especial. Assistir o jogo do seu time de futebol ou ver uma comédia romântica. Quando eu estou no trabalho, num fim de tarde a coisa que mais quero é deitar numa rede, me embalar e sentir o vento... Pousar o pé na terra, sentir cócegas nos pés.
E lembro que quando criança estava nessa mesma hora, num fim de tarde, assistindo um clássico dos anos 90 ou 80, comendo bolacha água e sal com suco bem gelado ou ficar debaixo da mesa brincando com minhas bonecas... Como era bom esse sabor, e eu naquela época não sabia que aquilo me faria sentir tanta saudade.
A gente acaba virando maquinas de produção por causa da rotina. Eu tento mudar nem que seja pegar ônibus numa parada diferente, ver outras pessoas, confesso que é quase uma necessidade fazer isso, mudar o almoço, experimentar ouvir outra emissora de radio ou de Tv, ler livros ou sites diferentes e isso me faz feliz. Não que eu não goste de fazer as mesmas coisas, as velhas manias, eu tenho as minhas, meus rituais.
E penso que daqui uns 10 anos, vou sentir saudade dessas coisas, dessas pequenas aventuras que me proponho fazer, e espero daqui a alguns anos esta fazendo outras coisas para transformar meu dia qualquer num dia especial.