Para provar que realmente nunca podemos dizer nunca
Veio para me ensinar que quando se trata de amor, nada tem regra
Que prazos e tempo não existem
Veio para me fazer acreditar que distância é só um detalhe
Que não faz mal se deixar levar
Você veio para eu deixar de ser tão durona
Que a melhor guerra não é saber quem resiste mais tempo sem dizer eu te amo,e sim quem mais fala eu te amo.
Desarmou toda a armadura que com o tempo eu fui colocando sem perceber, me permite ser eu, inteiramente, sem medos
Me faz ter certeza que para gostar de alguém não é preciso ser a mais bonita, a mais inteligente...mas sim que é o olhar, o ouvir, o tocar, esses detalhes que se combinam...
Veio trazer a realidade que sempre sonhei, me acordou para viver, para amar...
Eu sei que é comum retrospectiva nesse período do ano, até um dia desses li um texto de um amigo falando sobre esse fim de ano. Essa necessidade de avaliar, fazer um balanço geral da vida, metas, sonhos, planos, o que foi ganho, o que foi perda, é uma atitude cultural e natural fazer isso.
Então, eu faço, e quem não faz não quer acertar as contas consigo e zerar o cronometro para fazer tudo diferente no próximo ano.
Confesso que teve épocas que não gostava muito do mês de dezembro, hoje em dia eu gosto, curto. Ver as luzes coloridas na rua, enfeites de natal, presentes, amigo oculto, reunião da família.
É um momento especial, tenho o privilegio de poder esta com a maioria dos meus familiares nessa data. Lembro de quase todos os natais da minha vida, de uns anos para cá, criei o hábito de tentar tirar fotos mentalmente, tentar congelar algumas cenas, algum sorriso, meio que para fixar melhor na cabeça e com o tempo não esquecer tão facilmente.
Esse ano em especial parece que vivi, mas que o normal, muita coisa mudando na minha vida, tudo ao mesmo tempo.
E esse ano tive um saldo positivo, vamos dizer assim, e mesmo que não tivesse realmente tão positivo eu iria torná-lo positivo. Acho que a melhoria espiritual tem uma parcela muito grande nessa questão, ser mais positiva, tentar viver sem me prender aos lamentos daquilo que não foi vivido.
Isso me ajuda a pensar numa vida mais realista, menos utópica, falo isso porque a parti do momento em que vivemos sem os “se” e “talvez” as coisas funcionem mais.
Aí você me pergunta se eu não reclamo de nada, só vejo o jardim cheio de flores e etc...Te respondo, que sim, eu reclamo, eu vejo o lado ruim da vida e por isso mesmo aproveito mais as coisas boas e não fico me preocupando demais com aquilo que deu errado, se esta errado ou ruim, vamos arregaçar as mangas e fazer a mudança que se faz necessária.
Não é fácil, não mesmo e como disse o capitão Nascimento. ”Quem disse que a vida é fácil”.E se formos mais fundo, temos que pensar no futuro e para isso acontecer temos que caminhar e não ficar parado olhando para trás.
Esse discurso pode parecer chato e repetitivo, mas pelo menos, até agora, isso me ajuda a viver e viver bem, feliz, sem magoas. Que nesse fim de ano você reflita, e aprenda ( se caso ainda não aprendeu) a valorizar a vida, o dia a dia, o cotidiano,as surpresas que há nela.
Meu pensamento para 2012 é esse, acredite na vida e viva aproveitando o que ela te oferece, ou ruim ou bom, pouco ou muito, aproveite. Pensei numa metáfora boba, mas válida, é como se fosse um bolo de chocolate que você como até os farelos, faça isso com sua vida, aproveite tudo, tudo mesmo, saboreie. Acho que isso ajuda no fim do ano, que sabe esse saldo da vida fique positivo.
Eu sempre tive grandes sonhos, talvez aos olhos de outras pessoas não parecem grandes sonhos, mas para mim foram e sempre serão grandes sonhos.
Eu sempre me via ali, antes de dormi, imaginativa, criando grandes histórias para mim mesma, criando grandes desafios.
Quando criança minha imaginação ia longe, desenhava na minha mente explicação para minhas dúvidas, tudo imaginava. Aquela velha história do faz de conta. Nunca imaginei coisas mirabolantes demais como, chuva de doces ou animais falantes... Minha imaginação não ia para esse lado das coisas. E sim imagina coisas mais “reais” se assim pode-se dizer.
Por exemplo, até os meus 10 anos queria ser veterinária, e até o último dia em que quis ser, imaginei, descobri, criei no meu imaginário todos os desafios possíveis sendo veterinária.
Depois quando quis ser diretora de cinema, TV e afins, também imaginei os melhores takes, os grandes sucessos de públicos e por aí foi.
Conto essa pequena história introdutória para dizer que sempre sonhamos sonhos possíveis. Não penso que hoje em dia não realizei meus grandes sonhos, não fico frustrada em imaginar que hoje não sou uma veterinária ou uma grande diretora de cinema. Penso nos meus novos sonhos, nos sonhos grandes e possíveis
No mundo real aprendemos que existem planos, sonhos, metas e cada um com suas diferenças. Um grande diretor de Marketing diz que os sonhos sempre têm que se transformar em planos, pois assim você monta estratégias para conquistar seus objetivos e com isso concretizar seus sonhos. Falando assim, desse jeito, tudo fica um pouco material demais, real demais. E eu me pergunto, onde ficam a magia de tudo, as utopias da infância, dos maravilhosos sonhos.
Penso que temos que levar a sério aquela frase “sempre deixar a criança dentro de nós viva” ou algo do tipo... Esse é um sentimento de infância que não quero perder, a esperança, o sonho, de ser alguém melhor ou sendo veterinária, diretora ou publicitária. Todos os dias antes de dormi eu crio, imagino sonho... Quero ser a melhor, não de querer ser a numero 1, mas ser alguém melhor, como nos meus sonhos, alguém feliz naquilo que eu posso fazer, parece gozado alguém sonhar em ser feliz, apenas isso, mas eu acho importante.
E essa é a grande conclusão que chego que no fundo os meus grandes sonhos, sempre são com a felicidade, não importa com o que exatamente, mas sempre sendo feliz. Por quê?? Bem, talvez porque eu descobri que a vida é uma constante mudança e essa é a graça nela. Sonhar sonhos mutáveis, sonhos possíveis, mudar sua vida, mudar assim que necessário para se feliz.